terça-feira, 16 de agosto de 2016

Entrevista com o guitarrista Marcelo Rosa


Técnica, precisão, fluidez e clareza são algumas das características que eu mais admiro neste talentoso guitarrista, hoje vamos falar com o grande Marcelo Rosa.

Renato Ribeiro: Fala Marcelo tudo bem? Agradeço pelo tempo reservado a realizar esta entrevista, vamos começar falando de carreira, como foi o início pra você na música? Sempre teve apoio na arte?
Marcelo Rosa: Olá Renato! Primeiramente muito obrigado pelo convite! Iniciei meus estudos musicais aos 14 anos e sempre tive o apoio e o incentivo da minha família em qualquer atividade relacionada a arte.
Renato Ribeiro: Suas músicas são bem versáteis arranjos bem trabalhados e melodias lindas, gostaria de saber como é o processo de composição das músicas? Normalmente já tem um esboço em mente, ou solfeja alguma coisa, já pensa no restante do instrumental, como funciona para você?
Marcelo Rosa: Cada música nasce de uma maneira bem particular, cada música tem uma história. Mas de maneira geral eu busco desenvolvê-las da forma mais natural possível. Costumo gravar as ideias que tenho no meu celular e com isso construo uma espécie de "banco de dados" de ideias. Naturalmente ao longo do processo percebo que algumas ideias se conectam e naturalmente através desta fusão as músicas vão surgindo.  

Renato Ribeiro:  Você sempre quis ser um profissional da música ou teve algum tempo que quis seguir outro rumo? E quais as maiores dificuldades que teve em sua carreira?
Marcelo Rosa: Ao iniciar meus estudos na música eu tive a certeza de que era este o caminho que eu queria trilhar profissionalmente. Mas eu tinha consciência de esta escolha poderia trazer experiências boas e outras não tão boas. Uma das coisas que me ajudou muito neste processo era ler entrevistas de guitarristas já consolidados no mercado, e suas respectivas experiências, nas revistas especializadas de guitarra. Através disso eu comecei a ter uma visão um pouco mais clara sobre o mercado da música e quais seriam as experiências que eu iria vivenciar.
Renato Ribeiro: O que você acha primordial pra quem quer seguir o rumo da música profissionalmente?
Marcelo Rosa: Acredito que além de se preparar musicalmente, ou seja, estudando teoria musical, técnica, harmonia, improvisação e entre outros, o músico deve buscar conhecimento em assuntos ligados ao marketing, branding, empreendedorismo, etc.
Renato Ribeiro: Agora falando sobre seus equipamentos normalmente o que costuma usar de guitarras, amplis e efeitos nos shows e workshops?
Marcelo Rosa: Utilizo minha guitarra Ibanez S570B com captadores russos da ARB Pickups, Peavey Valveking VK50, pedais Mooer (Solo, Green Mile, ReEcho e Baby Tuner), fonte PowerPlay, cordas D´Addario EXL 010-046 e microfones Lyco.

Renato Ribeiro: E Como é participar de um evento tão importante como o Samsung E-Festival Instrumental e ser finalista?
Marcelo Rosa: Fiquei muito feliz em ser selecionado pela banca avaliadora, no meio de centenas de inscrições, para fazer parte dos 10 finalistas do concurso Samsung E-Festival, além da oportunidade de ser entrevistado pelo renomado produtor musical Ruriá Duprat.


Renato Ribeiro: Como é hoje viver da música no Brasil hoje? E quais os caminhos que alguém que está querendo passar do amador para o profissional pode ter?
Marcelo Rosa: É possível viver de música no Brasil e as possibilidades de atuação na área se multiplicaram. Lembro que quando eu iniciei meus estudos era impensável compor música para games, por exemplo, e hoje isso é uma das possibilidades de prestação de serviço na área. Acredito que o caminho para quem busca se profissionalizar e atuar na área é se preparar, estudar assuntos tanto da música em si, como assuntos ligados ao mundo dos negócios da música e planejar as etapas do seu desenvolvimento profissional. 



Renato Ribeiro: Marcelo, desejamos muito sucesso e agradecemos muito sua participação aqui no Blog, gostaria de deixar alguma mensagem para nossos leitores?

Marcelo Rosa: Mais uma vez muito obrigado pelo convite Renato. Gostaria de agradecer também a todos que acompanham o meu trabalho e me inspiram com suas palavras de incentivo! 


-- 
Marcelo Rosa
Musician, Guitar Player and Guitar Teacher


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Tudo o que você precisa saber sobre captadores.



Single-Coil : Captadores simples de uma bobina somente. Comumente encontrado em Stratocasters e Teles. Tem como característica principal, um som com bastante brilho, e uma característica "nasal" unica ao modelo. Como "defeito" possui maior ruido. (Principalmente ciclo de 60hz). Importante lembrar que o pickup da ponte da Tele, não serve em outras guitarras, e single-coils (comuns) não servem ali. Os pickups de braço em guitarras Tele, variam muito. Alguns 
usuários famosos de single-coils : Jimi Hendrix, Mark Knopfler (Dire Straits), Ritchie Blackmore (Deep Purple). 

Humbuckers : Captadores Duplos, possuem 2 bobinas. Foram criados para eliminar o ruido característico dos single-coils. Enrolando-se uma bobina "ao contrário" para o cancelamento do mesmo. Utilizado em guitarras Gibson e de muitas outras marcas e modelos também. Possui um som mais fechado, mais grave, em função do cancelamento de ruido. Por isso muitos preferem os single-coils. Mais tarde, descobriu-se que utilizando as 2 bobinas poderia-se ter um ganho ainda maior, sem muita adição de ruido. Alguns usuários famosos de humbuckers : Angus Young (AC/DC), bandas de rock e metal (pois utilizam distorções mais pesadas) como Metallica, Megadeth, entre outros, músicos de jazz que querem som mais aveludado, John Scottfield, por exemplo.

Stacked : Os chamados stacked são captadores que possuem 2 bobinas "empilhadas". Esse recurso foi criado primariamente para que se pudesse ter captadores com o som de single-coil, mas com o cancelamento de ruido dos humbuckers. O resultado não é exatamente esse, mas normalmente possui um som mais próximo aos singles, sem o ruido dos mesmo. Existem hoje em dia muitos modelos de stacked no mercado. Alguns com sons mais modernos e outros com o som mais vintage, mais clássico mesmo. Normalmente é referido ao stacked o nome de "humbucker em forma de single" apesar que essa pode ser uma característica dos Parallel também. Usuários famosos : Eric Johnson (Hs-2), Yngwie Malmsteen (HS-3 e YJM), Eric Clapton (Blackie, com Lace Sensors).

Parallel Coils : Parallel coils ou Bobinas lado-a-lado, são captadores que possuem uma construção semelhante a do humbucker, porém em tamanho de single. Os humbuckers todos são por definação parallel, mas normalmente se refere por parallel aos que possuem tamanho de single, como os "humbuckers em formato single" mesmo. Normalmente são usados para uma sonoridade mais moderna, mas podem ter outras aplicações. Podem ser chamados de stack, mesmo não tendo as bobinas 
empilhadas, já que possuem 2 bobinas e formato singles. E muitos se referem a eles como humbuckers mesmo, mesmo não possuindo o formato dos mesmo. Usuários famosos : Kiko Loureiro (captador do braço/Angra), George Lynch (Captador do braço/Dokken/carreira solo), Johnny Hiland (carreira solo).

P-90s : Modelo de captador single-coil, mais antigo. Muito usado em guitarras Gibson, Também chamado de "soap-bar" (barra de sabão) devido ao seu formato. Hoje em dia, é normalmente instalado sem moldura, os primeiros modelos, possuía uma moldura característica com um formato que parecia a orelha de um cachorro estes são os conhecidos "dog-ear" (orelha de cachorro). Sua sonoridade é parecida com a de um single-coil. Possui ruido destes também. Possui uma característica mais vintage (clássica) e som um mais anasalado, normalmente. Usuários famosos : Pete Townshend (The Who), Neil Young (Crazy Horse/carreira solo), Hebert Vianna (captador do braço da Signature dele/Os Paralamas do Sucesso).

Mini-humbuckers : O nome diz tudo, são humbuckers de tamanho reduzido. Normalmente encontrado em guitarras Gibson Les Paul Deluxe. Possuem características de humbucker, porém com um som com menos saída, e uma característica de frequências médias unica. Construção similar a do humbucker normal, assim como os P-90, não pode ser instalado em qualquer guitarra, pois possui um formato único. Usuários famosos : Warren Haynes (Gov´t Mule/Allman Brothers), Pete Townshend (The Who (guitarra número 3), George Benson (carreira solo).

Blade Pickups : Blade pickups, ou pickups em formato lâmina. Podem existir com qualquer outro formato, apenas não possuem pólos (parafusos) visíveis no seu topo. Possuem um ima em forma de barra, e uma unica lâmina como pólo. Possui a vantagem de captar o som por igual em toda sua extensão, mesmo quando o guitarrista aplica técnicas como "bends" ou "vibratos". Guitarristas de blues normalmente não gostam desse tipo de construção, pois acham que tiram a dinâmica do instrumentista, que é algo extremamente importante neste estilo. Normalmente utilizada em captadores de ganho altíssimo, esse modelo é preferido por guitarristas de heavy metal. Usuários famosos : Diamond "Dimebag" Darrell (Pantera/DamagePlan), Spencer Sims (Hella Band), Dave Murray (Iron Maiden (em algumas de suas Fenders).

JazzMaster : Estilo P-90s com tamanho único, somente encontrados neste modelo de guitarra. 

Jaguar : Estilo Single-Coils de tamanho único, somente encontrados neste modelo de guitarra. Usuários famosos : Elvis Costello (Possui e gravou com Jaguar), Sugizo (Luna Sea) e Kurt Cobain (Nirvana).

Filtertrons : Usados exclusivamente nas mais variadas guitarras Gretsch, possui som de humbucker, porém com mais brilho e um pouco mais de ruido.

Charlie Christian : Pickups de jazz, desenvolvidos pela Gibson em conjunto com o famoso guitarrista Charlie Christian, foi um dos primeiros, senão o primeiro captador magnético para guitarras elétricas.

Piezo : Os captadores do tipo piezo, são praticamente invisíveis aos olhos nu. Normalmente colocados nos "saddles" da ponte ou no nut da guitarra, tem como característica captar o som diretamente da madeira, dando assim a guitarra, um som de violão de aço, convincente, e sem 
simulação ou emulação. Normalmente possui um jack próprio de saida, para ser processado ou ligado separadamente. Usuários famosos : John Petrucci (Dream Theather), Alex Lifeson (Rush). 

Rickenbacker : Utilizados com exclusividade nas guitarras Rickenbacker, possui um som brilhante e ruido baixo. Usuários famosos : John Lennon (The Beatles), Roger (The Byrds).

Captadores Ativos : Captadores "ativos" são os que tem um circuito "ativo" (com alimentação de energia) próprio. São os captadores que são ligados numa bateria. Normalmente possuem ganho e saída maior que os caps conhecidos por "passivos" (os mais comuns). Além de terem ruido 
praticamente zero, por serem melhores blindados.
Muitos puristas não gostam do som deles, pois acreditam ser muito "pasteurizado" ou "homogênio", já que a interação destes com a madeira é menor, pois o som é processado antes mesmo de sair da guitarra. Muito utilizado por músicos de heavy metal. Usuarios famosos : Kirk Hammett (Metallica), Steve Lukather (ToTo), Jeff Hanemann (Slayer), Sugizo (Luna Sea). 

Outros : Existem ainda circuitos que podem usados para aumentar a potência de captadores passivos. Normalmente chamados de Boost ou Active Circuits. Esse circuitos podem ir de um simples aumento de ganho, até um complexo equalizador de muitas bandas e frequência. Normalmente se utiliza um circuito de aumento na frequência média, trazendo assim o som de guitarra mais para "frente" num banda, no momento de um solo, por exemplo. Exemplo de circuitos : EMG Afterburner. Usuários famosos : Eric Clapton (Carreira solo), Ritchie Sambora (Bon Jovi).

Splitar/Defasar/Coil-Tap : Muitos captadores com mais de uma bobina, possuem 4 fios condutores, que permitem as mais diversas ligações entre as bobinas. Um recurso comum é o "coil-Tap" ou "split", que nada mais é que ligar apenas 1 bobina das 2 do captador. Tirando assim 
de um humbucker por exemplo, um som muito próximo a um single-coil. Normalmente quando se "splita" causa-se também o ruido do single-coil, assim, basta voltar a chave a posição "humbucker" para que o ruido encerre. Este tipo de ligação normalmente é feito de duas maneiras : mini-toggle (uma mini-chave de duas posições, para alternar entre "split" e humbucker. Push-Pull (ou Push-Push), potenciômetro (normalmente de Tom ou volume) que pode ser "puxado" para cima, ativando assim o modo 
"split" e empurrado de volta para baixo, voltando a posição humbucker. Equivocadamente, se refere a isso como "defasar" o captador, enquanto na verdade, isso não é defasar, é apenas "separar" (Splitar) as bobinas. Pode ocorrer de dar defasamento, quando somente 1 pickup é splitado quando tem mais pickups ligados ao mesmo tempo. Normalmente o que se faz é "splitar" todos os pickups para que isso não ocorra. Muitos instrumentistas gostam do som "fora-de-fase". 

Defasar : Defasar, é ligar o captador fora-de-fase. Muitos músicos de funk, ou ritmos com mais swing, gostam dessa sonoridade magra, sem ganho e com um som anasalado. Para isso eles instalam chaves "mini-toggle" ou potenciômetros "push-pull" ou "push-Push" para controlar o efeito. Isso também só pode ser feito com pickups que tem mais de uma bobina e 4 fios condutores. 

Ligar em paralelo/Série : Em pickups com mais de bobina, temos mais opções de ligação, caso este possua 4 fios condutores. Muitos músicos gostam do som mais cheio e com mais força da ligação em série. Outros preferem o som mais aveludado, mais atenuado, das ligações em paralelo. Questão de gosto, puramente, já que ambas as opções, possuem mais os menos as mesmas características sonoras, e interagem com o som e dinâmica do músico da mesma maneira. 

Bom, entre esses diferentes tipos de ligação, mais a combinação de diferentes pickups,circuitos e ligações, podemos conseguir praticamente qualquer timbre que desejarmos. (Isso sem levar em conta os milhares de outros fatores que influenciam no timbre tais como : madeiras utilizadas na guitarra, modelo, construção das guitarras, amplificadores, potência, alto-falantes, válvulas, transistors, cabos, pedais, rede elétrica, palhetas, cordas, guitarrista). 

Fabricantes famosos de captadores (pickups) : 

Dimarzio : http://www.dimarzio.com 
Seymour Duncan : http://www.seymourduncan.com 
EMG : http://www.emgpickups.com 
Bill Lawrence : http://www.billlawrence.com/ 
Van Zandt : http://www.vanzandtpu.com/ 
Rio Grande : http://www.riograndepickups.com/ 
Fillertrons : http://www.gretsch.com/ 
Fender : http://www.fender.com 
Gibson : http://www.gibson.com 
Kent Armstrong : http://www.kentarmstrong.com/ 
Shadow : http://www.shadow-pickups.com/ 
Fishman : http://www.fishman.com/ 
Schaller : http://www.schaller-guitarparts.de/ 
Gotoh : ? (Website não encontrado) 
Lindy Fralin : http://www.fralinpickups.com/ 
Spanich : http://www.spanich.com.br 
Cabrera : http://www.cabrerapickups.com 
Stellfner : http:///www.stellfner.com.br 
Malagoli/Sound : http://www.captadores.com.br 
Condor : http://www.condormusic.com.br 

Existem outros modelos e marcas, mas são menos comuns, e muitos fabricantes de instrumentos, utilizam pickups OEM (somente vendidos para fabricantes, sem marca nenhuma) e alguns fabricam os próprios captadores. 

Modelos : Existem uma infinidade de modelos de pickups, dos mais simples, ao mais complexo:

Gibson 490R - Normalmente utilizado em Les Paul pois um agudo cortante, e graves estremecedores, com médios (na minha opinião) pouco articulados e talvez meio tímidos, interessante este captador, ganho baixo, bom para solos melódicos com som limpo ou distorção, talvez embole um 
pouco com distorção extrema ou fraseados rápidos. 

Gibson 498T - Possui agudos afiados, médios articulados e promeniêntes, e graves presentes. Bom para bases com saturação de válvula e solos mais rápidos, possui ganho moderado (apenas um pouco a mais que o 490R). 

Gibson 496R - Normalmente utilizado em Flying V´s e Les Paul mais nervosas, possui um grave presente e potente, médios articulados mas não muito fortes e um agudo cortante. Captador de ganho médio, ótimo para solos melodiosos com som limpo ou distorcido, e bom para fraseados mais rápidos de jazz e hard rock. Talvez embole um pouco com distorções mais extrema ou não chegue muito no peso das guitarras de Extreme Metal. 

Gibson 500T - Também muito utilizado em V´s e Les Paul nervosas, este cap possui agudos cortantes e atravessantes, médios articulados e promeniêntes, e um grave ótimo, com boa compressão. Indicado para bases saturadas, distorcidas ou para o peso do metal. É um captador de ganho mais alto, por isso, pode-se haver uma dificuldade para se dominar-lo para o som limpo, mas ele produz uma sonoridade limpa legal, com médios brilhantes. E consegue facilmente um crunch. 

Gibson 57´ Classic - Cópia fiel dos primeiros humbuckers P.A.F, possui aquele som vintage, e gordo, bastante venenoso. Muito utilizado por músicos de jazz e por guitarristas de classic rock, que procuram recriar os sons do passado. Médios bem abertos, graves prominiêntes, e agudos não tão acentuados, saída baixa. 

Gibson 57´ Classic Plus - o 57´ Classic, com agudos mais abertos, um pouco mais de ganho e de saída. Indicado também para sons vintages. 

Seymour Duncan The 59´ Model - Captador famoso, é uma réplica ou quase dos famosos P.A.F produzidos pela Gibson. Possui um som cremoso, com graves balanceados, médios doces e articulados, e agudos não tão cortantes, é um captador bem equilibrado. De saída baixa, produz timbres vintages de primeira linha, sendo indicado para fraseados lentos e doces até a velocidade do jazz, fusion, etc. Funciona bem com sons distorcidos também. 

Seymour Duncan Jeff Beck ou Jazz n´ Blues (J.B) Model - Captador clássico da fábrica americana, possui um som nervoso, com bastantes e audíveis agudos, médios (na minha opinião) um pouco abafados e graves de tremer o chão. Captador de saída alta, indicado para solos rápidos com 
distorção, bases de hard rock e heavy metal, podendo haver também dificuldade de ser domado para os sons limpos, aonde nestes predominam os médios escavados, tirando um pouco do brilho. 

Seymour Duncan The Jazz Model - Captador grave, indicado para a posição do braço, possui um som ideal para o Jazz, tem médios mais vocais, e possui um brilho único do modelo, Ideal para tocar sons de Jazz conteporâneos, no estilo George Benson. Possui saída baixa, mas um som gordo, interessante e moderno, mas sem deixar de ser clássico. Foi descoberto por alguns músicos de heavy metal e estilo mais agressívos, pois consegue lidar com distorções mais pesadas sem perder a clareza das notas. Usado sempre na posição braço. 

Seymour Duncan Invader - Captador de saída altíssima, indicado para distorções extremas, muito utilizado na posição ponte, por possuir graves demais para ser utilizado na posição braço, possui um ganho muito alto, o que prejudica muito seu timbre limpo. Embola um pouco as notas em solos mais rápidos, possui definição nos graves para bases. Indicado para bases de heavy metal e suas variantes e punk rock e suas variantes.

Seymour Duncan Distortion - O primo calmo do Invader, é um excelente captador, equilibrado em suas frequências, com saída alta, e boa captação de harmônicos, é muito utilizado por guitarristas de rock, que querem uma saída mais alta, mas sem perder definição. Legal para 
guitarras de corpo sólido, e possui um som limpo muito legal, bem usável. 

Seymour Duncan Full-Shred - Versão para o braço do Distortion, possui poucas diferenças no projeto, captador muito bom, para guitarristas solistas de rock e suas variantes. 

Seymour Duncan Hot-Rails - Captador parallel coils. Saída altíssima, muito usado no braço por guitarristas de rock e metal, não possui um som limpo muito bom, bastante graves e agudos, médios fechados, ruido praticamente zero. Excelente para solos. A versão para ponte, é ótima para solos e bases de heavy metal. 

Seymour Duncan Classic Stack - Captador single-coil, indicado para quem procura timbres vintages de strato, porém sem ruido. Bastante brilho. 

Dimarzio Evolution - Usado por Steve Vai, possui saída alta, é bastante estridente na ponte, com médios altos e vocais e agudos muitos fortes, os graves presentes equilibram ele, possui muito ganho, capta harmônicos com facilidade, indicado para rock moderno e solos rápidos, pois possui boa definição nas notas. Fica bem legal com som limpo quando "splitado". A versão para braço, soa cheia e definida. 

Dimarzio The Breed - Usado também por Steve Vai, é como o Evolution, porém com menos ganho e menos estridente, bastante equilibrado. Indicado para rock moderno com solos rápidos, fraseados velozes e arpeggios, possui ótimo som limpo, e boa definição nas notas. A versão para o braço soa menos cheia, mas porém possui médios controlados. 

Dimarzio FRED - Usado por Joe Satriani, é um captador com características mais clássicas, porém com um toque de modernidade, com um pouco mais de ganho que um PAF normal, e com médios mais abertos, indicado para bases de rock e solos modernos, mas não para metal. Possui som limpo bom e satura com facilidade. Funciona bem tanto em combinação com humbuckers quanto com single-coils ou tackeds/parallels. 

Dimarzio Paf Pro - Um dos captadores mais versáteis que existem o PAF Pro pode ser utilizado tanto na ponte quanto no braço, se saindo bem em ambos os casos, possui um som definido, forte, mas sem ganho alto, saída moderada, com médios abertos, características um pouco mais vintage, muito indicado para bases e solos rápidos de rock com características mais clássicas e bases de hard rock dos anos 80. 

Dimarzio Tone Zone - Captador forte, com bastante graves. Posição ponte. Indicado para hard rock, rock moderno, saída alta, ganho alto, ótimo para bases e solos rápidos, possui ótima definição nas notas, médios fechados, agudos fortes, não capta harmônicos tão bem quanto o Evolution. Mas possui um crunch demasiadamente grave (como muitos instrumentistas adoram). Usado por Paul Gilbert (Mr. Big/Racer X/Carreira Solo). 

Dimarzio Air Norton - Captador forte, indicado para a posição do braço, possui ganho médio e saída moderada/forte. Muito usado por músicos que precisam de definição extrema nas notas, com frequências bem equilibradas, realça e não modifica as características tonais da guitarra, normalmente. Usado por John Petrucci (Dream Theater). 

Dimarzio HS-2 : Captador stacked de características vintage, possui timbre equilibrado, com médios controlados, saída baixa e ganho muito baixo. Ideal para sons limpos, na posição da ponte em stratos, e para sons de jazz, e sons de rock na posição do braço. Possui uma característica 
diferente quanto splitado, dando origem a um timbre muito único (junto o ruido característico dos singles). Usado por Eric Johnson. 

Dimarzio HS-3 : Captador stacked de características vintage, parecido com o HS-2, porém com saída um pouco mais alta e ganho pouco mais alto. Possui médios mais abertos e agudos mais presentes. Muito utilizado para sons de Strato mais modernos sem ruido. Podendo ser usado em qualquer posição com bastante característica. usado por Yngwie Malmsteen. 

EMG 81 : Captador ativo de saída alta. Possui graves e agudos fortes e prominiêntes, ganho absurdo. Muito usado por milhares de guitarristas de heavy metal. Normalmente utilizado na posição ponte, podendo ser usado na posição braço também. O favorito de 9 entre 10 guitarristas de metal, este pickup é extremamente moderno, não possui um som limpo muito melodioso, mas possui um som limpo bem usável, principalmente em dedilhados. Satura com extrema facilidade. Usado por : inúmeros guitarristas de metal (Metallica, Slayer, Korzus, Zakk Wylde, etc). 

EMG 85 : Captador ativo de saída alta. Possui caracteristicas tonais parecidas com o EMG81, porém com menos, possui um som limpo mais melodioso e usável. Possui também os médios mais abertos. Ótimo para a posição para solos de metal, e muito usado na posição da ponte para bases de hard rock, e sons mais anos 80/inicio dos anos 90. Satura com facilidade em amplificadores do tipo valvulado. 

EMG SA : Captador ativo de saída moderada. Indicado para stratos de som moderno. Muito utilizado no rock moderno, mas com menos peso, devido ao seu ganho inferior. Possui médios abertos e vocais, agudos presentes e controlados, e graves redondos. Soa cheio, melodioso e gordo. Considerado por muitos um captador "venenoso" devido ao seu timbre completo. Usado por David Gilmour (Pink Floyd). 

EMG 89 : 2 captadores em 1. Possui tamanho de humbucker. Quando ligado na posição 1 (humbucker) ele é um EMG 85. Exatamente o mesmo. Quando ligado na posição 2 (single/split) ele é um EMG SA, exatamente o mesmo. Extremamente versátil por essa razão. Muitíssimo utilizado por músicos de estúdio no mundo inteiro. Usado também por Steve Lukather (Toto). 

Fender Texas Special : Captador single-coil, clássico de stratos. Possui um som com médios abertos, agudos prominientes e graves não muito presentes, muito utilizado por guitarristas de blues que querem imitar o timbre de Stevie Ray Vaughn. Possui saida moderada e ganho baixo. Indicado para Blues, sons limpos ou de distorções/drives leves. 

Fender Tex-Mex : Segunda linha dos Texas Special, possui mais ou menos as mesmas caracteristicas, porém possui graves um pouco mais presentes, também indicados para blues/rock com distorções leves e sons limpos. 

Fender Noiseless : Captadores stacked. Prometem som de single, sem ruido. Porém possuem agudos menos brilhantes, gerando som menos "estalado" que os pickups comuns de Strato. Possui muitos defensores e muitos carrascos. Captador de ganho e saída baixas. Presente em Stratos e Teles mais modernas. 

Fender Hot Noiseless : Versão mais "quente" dos Noiseless, possui saída média e ganho moderado, possui graves mais presentes que o Noiseless e agudos mais presentes também. Satura com mais facilidade que o primo calmo. Muito usado por músicos de blues/country e que precisam de distorções um pouco mais fortes. Solistas normalmente. 

Fender Vintage : Os captadores originais das Fender vintage. Possuem saida baixa, ganho baixo. Frequências equilibradas com enfase nos médios agudos. Indicados para funk/blues/country/rockabilly e sons mais antigos. Possuem agudos presentes, e aquele "quack" caracteristico, largamente utilizado, e bastante desejado por muitos guitarristas, largamente copiado por diversas empresas, muitas inclusive que clamam ter recriado o som igual e outras que clamam ter melhorado o som deste clássico do mundo guitarrístico. 

Joe Perry sofre problema cardíaco durante show


O guitarrista americano Joe Perry, de 65 anos, conhecido por integrar o Aerosmith, passou mal e foi obrigado a deixar o palco neste domingo (10) durante um show em Nova York com sua segunda banda, o "supergrupo" Hollywood Vampires, informa a imprensa americana. O músico teve de deixar o local da apresentação e foi hospitalizado. Mais tarde, ele divulgou nota em suas redes sociais dizendo que já estava bem.

"Obrigado a todos os fãs que estão atrás de notícias e perguntando sobre Joe. Sua condição é estável agora, está com a família e sob os melhores cuidados", diz uma mensagem postada no perfil de Perry no Twitter e no Instagram.
No site oficial do Hollywood Vampires, uma outra nota informa que o guitarrista está "descansando" e que "seus irmãos vampiros e fãs torcem por uma recuperação rápida".
Além de Perry, o Hollywood Vampires tem na formação o ator e músico Johnny Depp na guitarra, o veterano Alice Cooper no vocal, Robert DeLeo (Stone Temple Pilots) no baixo, Matt Sorum (Guns N' Roses) na bateria e Tommy Henriksen na guitarra. O baixista Duff McKagan (Guns N' Roses) também já participou de turnês com a banda.

Fonte G1

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Kiko Loureiro relata um pouco sobre curiosidades sobre as tours com Megadeth



O guitarrista KIKO LOUREIRO (ANGRA e MEGADETH) em entrevista para a D’Addario, no canal do YouTube da Musical Express, disse sobre algumas ‘Curiosidades de Turnê’. Kiko contou alguns relatos sobre comidas exóticas, públicos animados, shows marcantes, histórias de aeroporto e a perda recente de seu violão, dificuldades com os espaços do passaporte lotarem rápido, manias de turnê e o que sente saudade quanto está na estrada.


Entre algumas dessas curiosidades, KIKO LOUREIRO destacou o quão é importante fazer uma prece antes do show do MEGADETH.
"Essas coisas de usar a mesma camiseta, sei lá, entrar com o pé direito, esse tipo de coisa eu não tenho, eu nem penso nisso. Mas uma coisa que eu tenho feito com o Megadeth que é muito importante e eu estou achado bem legal é que o David Ellefson, o baixista, ele é pastor e ele junta então a gente antes de subir no palco, sempre, [então] tem uma oração, ele fala alguma coisa bem importante para aquele momento. Então eu tenho sentido que isso fortalece a banda, fortalece o grupo e dá essa sensação boa na hora de subir no palco. Tenho visto que isso é bem importante para a banda e pra mim pessoalmente, ter um pastor na banda, não é? Que diz coisas bem importantes e legais pra gente."


Fonte: Musical Express

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Paradigma não é um Rudimento


Achei interessante este artigo do Adalberto Brajatschek e resolvi compartilhar com meus amigos bateras.

A ideia geral deste texto é te convidar para uma reavaliação constante dos seus paradigmas. O que está funcionando? O que está te impedindo de avançar? 

Muito bem... paradigma não é um rudimento. O que é então? No dicionário da língua portuguesa podemos encontrar a seguinte definição: “Algo que serve de exemplo geral ou de modelo”.

Os modelos são muito importantes como ponto de partida, porém devem ser questionados e revisados sempre!

Certa vez fui a um workshop de dois grandes bateristas. O primeiro defendeu ferozmente a técnica de pinça (dedos).  Deu seus mil exemplos, gesticulou, tocou e “deixou seu recado”.  Quando o segundo baterista iniciou sua apresentação, uma das suas primeiras frases foi: “O lance de pinça não tem nada a ver. A jogada está no uso do pulso”. Claro que ele não estava querendo desmentir o outro baterista, mesmo porque eles são amigos. Ele fez isso sem perceber. O que ocorreu é que cada um estava tão “fechado na sua verdade” que a tinha como absoluta. Mas, e o pessoal que estava assistindo? Como ficou sua cabeça?

Uma ideia que me parece interessante (aqui estou eu lançando um paradigma) é: “Desconfio até que EU me prove o contrário”.

Quando vejo uma técnica “diferente”, um prato de “cabeça para baixo”, um modelo de baqueta, uma maneira de se sentar no banquinho, bateria com 1 caixa, bateria com 15 caixas, etc., etc., etc., eu me pergunto: “Isso serve para mim? Isso se encaixa na minha estrutura física? Isso tem a ver com o meu som ou com o som que estou fazendo no momento?”.

A única maneira de obter a resposta é experimentar e tirar minhas próprias conclusões. Veja bem que são as minhas conclusões. Ou seja, como determinado modelo ou ideia se comporta na minha realidade musical, física, emocional?

Resumidamente eu poderia dizer: Vamos abrir nossos olhos, ouvidos e mente para a experimentação, pois, quando alinhamos o corpo e a mente ocorre a evolução. 

Então, apesar do paradigma não ser um rudimento, ele deve ser estudado e confrontado diariamente.



Fonte: Batera.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2016

Guitarrista Angelo Torquetto da banda Doomsday Hymn inicia serie de videos, vale a pena conferir...


Angelo Torquetto guitarrista da banda Doomsday Hymn começa sua serie de videos, vale a pena conferir trabalho bem interessante, timbre fantástico, pegada legal, e uma melodia muito bem colocada.

Angelo Torquetto - " Vai ai um vídeo instrumental, sem edição de áudio! Guitarra Harpia Custom Guitars HT7, BOSS ME-25 e Reaper. Espero que gostem e é o primeiro de muitos variados. "



Fanpage Angelo Torquetto: https://www.facebook.com/Torquetto







sábado, 25 de junho de 2016

Entrevista com TOM ABELLA um dos maiores guitarristas da Colombia...


Fala galera beleza? Hoje teremos uma entrevista um pouco diferente, nossa primeira entrevista gringa com um dos maiores guitarristas da COLOMBIA, hoje falamos com TOM ABELLA, confira a entrevista original... curtam, comentem e compartilhem

Hola chicos de sonido hoy estoy aquí para una entrevista allá arriba, al aire, ahora estoy hablando del TOM ABELLA, curtam, comentar y compartir: 

Renato Ribeiro: Hola Tom está bien? En primer lugar me gustaría dar las gracias por la entrevista y por el apoyo que le han dado al blog, pero ahora vamos a preguntas, cómo y cuando tuvo un interés en ser un músico profesional y música en vivo? 

Tom Abella: Muchas gracias ante todo por la entrevista un saludo a la GALERA en Brasil, y encunato a como y cuando empeze a enamorarme de lo que yo llamo mi 'Dios Musica'; desde que estaba empezando todo el boom del Rock en Espaniol empezo la radio en mi pais (Colombia) a llegar mas musica en nuestro idioma y puedo decir que bandas como 'Soda Estereo', Baron Rojo'  y toda esa honda que no habiamos vivido los que identificamos con rapidamente nos dimos cuenta de que eseera el camino...alrededor de 1987 fue eso y simultaneamente empezaron a surigir bandas en mi pais como 'YAGE BANDA', 'KRAKEN' 'Darkness' en fin varias bandas locales que fueron inspiracion guitarristas de Colombia tambien como "Knuto","Morris Bravo" Teto Campo", "Sergio Solano" quienes fueron pioneros juntocon otros tantos en esa epoca marcaron el camino de muchos de los cuales ya no quedamos tantos...pero el punto es que desde que conoci en en 1989 la guitarra nunca mas la he dajado ya que la persona que ves hoy anios despues sigue siendo el mismo muchacho enamorado de la guitarra que sigue soniando con conocer a fondo este hermoso "pedazo de madera bien pintado con cuerdas de acero"
Y bueno lo de hacer musica en vivo pues es la meta de casi todo musico en especial si es la musica compuesta por el mismo, asi mismo me pasa a mi.

Renato Ribeiro: Hoy en día sabemos que el principio todo es muy difícil, sobre todo en la música, en Brasil, al menos, las cosas toman un tiempo para pasar, lo que fue el más difícil de conseguir en el negocio de la música?

Tom Abella: Bueno pienso que nada es facil en la vida ni en Brasil y menos en un pais como el mio que esta regido por en un 90% de musica tropical es una barrera mas si eres un musico de los que te encanta el Rock, el blues o el jazz no tenemos en una ciudad como Bogota muchos lugares para presentar tantnas bandas, aun que eso ocurreo en muchos paises en los que he estado tocando es como querer ser patinador de skybord en el decierto jajajaa
Y bueno yo trato de no decirle negocio a la musica me parece denigrante tratar una ciencia tan compleja como un negocio, suena romantico pero es que pienso que a el que cree ciegamente en su suenio y da el paso de Fe seguro que la musica se lo recompensa, lo que pasa es que desde mi punto de vista no es en un corto tiempo puede llevarle mucho prepararse y una ves este listo sera cuando venga la mejor parte o la que siempre a soniado lo que pasa es que nadie habla de los momentos duros que tenemos que soportar los soniadores jejeje
Y bueno lo mejor que les puedo decir es que sean constantes y perseverantes y es preferible morir en el intento que morir sin intentarlo.

Renato Ribeiro: Usted es un guitarrista muy versátil, toca jazz, blues, hard rock, progresivo y así sucesivamente, lo importante para que usted pueda estar jugando y estudiando diferentes tipos de estilos musicales y ponerlo todo en su sonido particular?

Tom Abella: Si entre mas versatilidad tienes mas grande seran las posibilidades de construir un edificio sinfonico con mas atracciones sonoras...


Renato Ribeiro: ¿Cómo gran guitarrista que ya se comparte el escenario con algunos de los grandes nombres de la música como Frank Gambale, Kiko Loureiro, Dream Theater, Steve DiGiorgio entre muchos otros, se imagina ser uno de esos grandes nombres o que no creía que fuera a volar tan alto?

Tom Abella: Bueno si es una gran experiencia y una gran oportunidad de tocar con los que tanto te han inspirado para poder aprender por encima de todo y crecer como musico y como persona sobre todo, y pues volar alto en realidad hasta ahora voy a empezar mi carrera internacionalmente hablando y creo que aun no he echo nada relevante como para creer que este al nivel de esos mountros aun faltan muchas cuerdas que cambiar y muchos kilometros que volar...

Renato Ribeiro: Hablando de grandes músicos, donde todos ellos están siempre juntos incluido usted, es en el NAMM una de la mayor feria de música en el mundo y en su presentación que tenía la distinguida presencia de Steve Vai una de sus mayores influencias verte jugar para estrecha, por lo que hizo eso para usted? 



Tom Abella: Bueno esas son cosas que uno puede decir que el "Dios Musica" esta presente si haces bien las cosas o por lo menos cuando crees ciegamente en el suenio del que te hablaba en una de las respuesta anteriores; el que una de mis mayores influencias estuviera escuchando mi musica y viendo mi presentacion en el NAMM claro fue inpactante para todos los que estabamos ahi, ya que ni lo de Laney amplification le daban credito a lo que veian ya que ellos me (los de Laney) me decian:ese tipo de esteellas jamas le ponen atencion a nadie, bueno no se que penso Steve Vai no puede hablar con el por cosas de esas del destino pero fue el examen de Dios jajajajaa que mando al PAPA a ver como estaba tocando este monje de la guitarra jajajaa.

Renato Ribeiro: Ahora cambiando un poco de tema y hablar sobre el equipo, que normalmente se utiliza actualmente su configuración, efectos de guitarra, amplificadores? 

Tom Abella: Bueno yo uso y le saco sonido a lo que tengo o a lo que me dan mis Patrocinadores como la linea  Laney Iron Heart que me dieron que esta buenisima, lo mismo con la empresa de guitarras italiana "EKO Guitars" quienes me enviaron la guitarra que he usado durante mas de un anio y medio ya que estoy a la espera de mi modelo custom Tom Abella y por el lado de los pedales tengo un sponsor con MOOER pedals y D'addario strings..y bueno yo creo que el tono del instrumente esta en el alma del musico y como para mi el alma es el cerebro del ser vivo (ya que si lo pierdes no te lo pueden reemplazar) y el verdadero reto esta en bajar ese sonido de la cabeza a las manos...

Renato Ribeiro: Usted sin embargo vive en Colombia el derecho de Estados Unidos? ¿Por qué tiene esta decisión para salir del país? 

Tom Abella: Bueno la primer razon para salir de mi pais es que ya deben estar cansados de escucharme y ya mucha gente sabe como suenas y ves que se te acaban las ideas en un solo lugar y bueno vine a USA ya que vi la posibilidad desde la primer ves que vine al primer NAMM en el 2015 y ya una ves terminado mi cuarto trabajo musical "The Architec Of The Universe" en 2016 hice el lanzamiento en el NAMM y bueno me quede en estas tierras ya que es todo o nada y uno como musico tiene que invertir en su carrera...

Renato Ribeiro: ¿Cuál es esencial para cualquier músico que sea capaz de vivir la música en su opinión? Independientemente de la zona, ya sea como productor, endosar, músico, compositor y otros. 

Tom Abella: Bueno como pruductor, musico y compositor lo unico que puedo pensar es en que lo mas importante es hacer y escuchar su propia musica he conocido miles de casos de musicos que no pueden componer nada por que nada les satisface o por que les suena a esto o a lo otro y ahora pienso que para ser original ahi que ir al origen...

Renato Ribeiro: A medida que la música brasileña se ve hoy en día en América Latina y América del Norte? 

Tom Abella: Claro estan mas expuestas nuestras raices ahora mas que nunca pienso yo, y pienso que este es el momento para que nosotros le demos un giro a la moneda y veamos que esto hasta ahora empieza en Latinoamerica mientras que en USA ya no ahi tanta pasion como la ahi en los musicos Latinoamericanos que venimos con sangre nueva y sonidos renovados...

Renato Ribeiro: En la actualidad lo que le gusta escuchar a las horas de descanso? Bandas o artistas ... 
Tom Abella: En realidad hace unos 5 anios que deje de escuchar musica de otra gente, me refiero a que llegue al punto en que quiero quitarme las influencias a pesar de que los artistas siempre seremos insiprados en los grandes que nos hacen soniar con un futuro como el de ellos...pero pues mis bandas favoritas son :PLANET X, SPASTIC INC,TRIBAL TECH y bandas de ese calibre...y musicos obviamente musica clasica Paganini,Bela Bartok,Miles Davis,Frank Zappa y bueno pues ahora tambien me gusta mucho el son y la salsa clasica como Alfredo de la Fe,Hector Lavoe otras cosas mas minimalistas como Jan Tirzen me gusta mucho la musica de souns tracks of movies...

Renato Ribeiro: Del Corazón Tom quisiera agradecer el tiempo dedicado a nuestra entrevista. ¿Le gustaría dejar un mensaje para nosotros y para nuestros lectores?

Tom Abella: Si claro muchas gracias a ti Renato y a los seguidores de mi musica en Brasil y Latinoamerica y lo unico que les digo es que sigan perseverando esto es de tiempo y paciencia ahora todos quieren tener sponsors y hacer videos pero no se olviden de el verdadero amor a descubrir nuevas formas cimetricas en la guitarra a no dejar de aprender y recuerden el reto es con uno mismo "YO QUIERO Y PUEDO SER MEJOR QUE AYER"





Conheça um pouco mais do trabalho de Tom Abella nos links abaixo