sexta-feira, 24 de junho de 2016

Entrevista com Doomsday Hymn




Hoje vou trocar uma ideia com a galera do Doomsday Hymn, uma banda incrível, que mistura vários estilos dentro do Metal, o que resulta em um som único com uma característica bem própria:

Renato Ribeiro – Fala galera beleza? Bom primeiramente gostaria de agradecer pelo tempinho que reservaram para fazer nossa entrevista e perguntar a vocês algo que já devem estar cansados de responderem, como surgiu o nome Doomsday Hymn e o que significa o título do álbum e também da musica Mene Tequel Ufarsim?

GIL: “Doomsday Hymn” me veio em meio a muitos nomes que surgiram na época e durante o ano de 2012 e 2013 se falou muito no fim do mundo. Doomsday significa dia/juízo final e Hymn, hinos. Desta forma o nome é algo como: “hinos do juízo final”.
Já a música MTU, foi baseada no livro de Daniel 5:25, quando o rei Belsazar tem um sonho onde uma mão gigante escreve na parede: “Mene, Mene Tequel Ufarsim”. O rei sem entender nada manda chamar Daniel que interpreta o sonho como sendo algo do tipo: Pesaste foste na balança e foi achado em falta. O teu reino será tomado de ti. Trazendo isso para os dias atuais, é como alguém que toma as rédeas de sua própria vida sem se importar com aqueles a sua volta tornando-se uma pessoa egoísta, centralista e passando a viver uma mentira.

Renato Ribeiro – A arte da capa do álbum ficou muito bacana, o que representa a capa desse álbum com aquela imagem?

GIL: Como a citação acima para a música “Mene Tequel Ufarsim” a arte traz alguém que se torna seu próprio senhor e não mede as consequências dos seus atos se colocando em um pedestal representado pelo personagem de terno. O esqueleto nada mais é do que o mesmo personagem que em algum momento chegará a sua insignificância se tornando apenas mais um esqueleto.


Renato Ribeiro – A música de vocês instrumentalmente falando é muito técnica, cheios de detalhes, paradas, contra tempos, notas muito bem marcadas e acentuadas, podemos perceber a excelência realmente mostrada no CD, pelo fato da banda ter 3 anos, vocês parecem que tem um entrosamento considerável como se a muito mais tempo tocassem juntos, como surgiu o encontro desta formação?

Karím: Essa formação se consolidou há uns 18 meses, quando o Angelo entrou no lugar do Roney Lopes. Desde lá temos ensaiado semanalmente buscando justamente isso, entrosamento musical e intimidade com as músicas e os equipamentos que usamos.

Renato Ribeiro – Sobre equipamentos e timbres, o que a galera do instrumental costuma usar para reproduzir esse timbre fantástico e consequentemente o som animal que vocês fazem?

Karím: Bom , a gente procura usar o que tem de melhor, desde que esteja ao nosso alcance,  hoje em dia tem muitos simuladores para serem usados ao vivo, a galera tem feito coisas diferentes do tradicional, mas ainda é uma tecnologia de alto custo, e pra nós brasileiros, é algo quase que utópico. A gente segue usando a velha formula Cabeçote + pedais e caixas 2x12 ou 4x12 depende do palco e das condições de locomoção! Não abrimos mão do nosso técnico de som, é o sexto elemento e ele faz verdadeiros milagres na hora do show!





Renato Ribeiro – Já rolou algum tipo de preconceito com a banda com relação as letras, por tratarem-se de temas de superação de vida e ideologia Cristã, ainda tem disso ou é mais tranquilo hoje em dia?

Karim: Hum, não diretamente, não que a gente saiba. Sempre ouvimos comentários que um disse isso e outro aquilo, mas não temos conhecimento de termos perdido alguma data ou oportunidade por causa disso! Nos últimos anos, muitos preconceitos tem caído e as pessoas estão mais inteligentes

Renato Ribeiro – Agora tratando-se de vocal o Gil está fazendo um trabalho excelente nesse álbum, eu particularmente só havia escutado trabalhos anteriores com vocal mais limpo, e no Mene Tequel Ufarsim rola até uma mistura desse vocal mais gutural e do vocal mais limpo, o Doomsday Hymn sempre teve a ideia de colocar esse vocal mais agressivo?

GIL: Quando formei a banda em 2013, eu tinha o desejo absurdo de cantar de forma mais agressiva e que a banda soasse de certa forma moderna. Não foi fácil, pois, eu tinha toda a parte teórica da coisa na cabeça, mas, a execução desses vocais no início não foi fácil, porém eu adoro um desafio.

Renato Ribeiro – Vocês têm uma ligação muito próxima com os fãs e seguidores da banda, tanto nos shows quanto nas redes sociais, para vocês qual a importância de estar próximo ao público?

GIL: Total importância pois, sem eles não somos ninguém, não vamos a lugar algum. Nós buscamos sempre responder de forma rápida e atenciosa seja nas redes sociais como nos festivais e cidades por onde passamos. Isso é muito bom para todos pois, sempre aprendemos algo novo e temos um feedback muito legal.

Renato Ribeiro – Recentemente a banda completou 3 anos de existência, e pelo que vemos tem crescido a cada dia que passa, muita gente conheceu por meios de plataformas digitais, como iTunes, Spotify, Youtube e etc... Hoje para uma banda que está iniciando seus projetos e lançamentos, é mais fácil gerar receita lançando trabalhos em plataformas digitais ou ainda a procura por mídias de CDs ou DVDs ainda é maior?

Karím: A mídia física não vai desaparecer tão cedo, tem perdido espaço porém, ainda vendemos bastante CD em shows. Gerar receita? Hum, hoje em dia gera-se receita com merchandising e com cachês, algumas bandas pra não dizer quase todas, ainda não conhecem esse tal de cachê, mas temos fé que um dia ele se materializará diante de nós. (risos)

Renato Ribeiro – Em momentos de descontração o que cada integrante curte escutar? Curiosidade: Há alguma coisa menos metal que cada um curte em particular?

Gil: Eu adoro Beegees, Michael Jackson e Johnny Cash por exemplo.
Karím: Muito Hard Rock

Renato Ribeiro – Como foi a aceitação do público com a Tour da América Latina? Quais os planos futuros?

Karím: Excelente, foi nossa primeira tour pela américa do sul, alguns contatos foram feitos de última hora, outros fomos conhecer só na hora do evento, então alguns shows foram fracos outros ótimos, mas nada do que reclamar, fizemos ótimos novos contatos, ótimas amizades, deixamos todas as portas abertas para uma nova tour que deve sair ainda esse ano! O público, bom, foi um show a parte, por onde passamos fomos excelentemente bem acolhidos e recebidos.

Renato Ribeiro – Gostaria de agradecer novamente pelo apoio ao Blog e pelo tempo reservado pra fazerem essa entrevista, sucesso e muito som ainda, gostariam de deixar uma mensagem para nós e para os leitores?

Karím: A de sempre, apoiem as bandas nacionais, comprem material, CDs, Camisetas, Bonés, Cuecas o que for, pois agora, é nossa única fonte de renda! Agradecemos de coração a todo fã do DDH, vocês nos dão força para seguirmos adiante, é para e por vocês que fazemos isso tudo!

Renato Ribeiro: Galera quem quiser conhecer um pouco mais do Doomsday Hymn abaixo tem um pouco mais do trabalho deles VALEU DDH até a próxima tudo de bom e sucesso.









Site Oficial: www.doomsdayhymn.com
Facebook: https://www.facebook.com/DoomsdayHymn
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Disponível no:
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Rdio: http://bit.ly/RdioAPP

CD - Versão Nacional:
Die Hard:
http://bit.ly/DieHardRecords
Metal Mission: http://bit.ly/MetalMission
Alerta Records: http://bit.ly/AlertaRecords

CD - Versão Americana (Com bônus).
Rottweiler Records: http://bit.ly/RottweilerRecords




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